menu
Notícias / Polícia

Cercamento eletrônico já auxiliou na recuperação de 109 carros irregulares em Porto Alegre

Até maio deste ano, a Secretaria da Segurança Pública registrou 610 roubos de veículos

Data de publicação: 20 de junho de 2022
Hora: 08:00h
Créditos: Felipe Samuel
Fotos: Matheus Piccini
Fonte: Correio do Povo



A implantação do cercamento eletrônico nas principais vias de acesso a Porto Alegre representou um duro golpe na criminalidade. Desde a implementação do circuito de câmeras, em maio de 2018, as ocorrências de roubo de veículos despencaram na Capital, passando de 20 casos por dia, em média, naquele ano, para 5. A integração entre os órgãos de segurança municipal e estadual, que compartilham o acesso aos dados do cercamento eletrônico, é uma das justificativas para a diminuição de casos. Com base nas informações fornecidas pelas câmeras espalhadas por vários pontos da cidade, já foram recuperados 109 veículos este ano.

No ano passado, a polícia encontrou 196 automóveis furtados ou roubados. O sistema monitora, em tempo real, cerca de 1,5 milhão de registros diariamente, com acompanhamento pelo Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic) e do Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI) do Estado.

Se em 2018, houve 7.396 roubos de veículos, com média de 616 casos por mês, até maio deste ano a Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou 610 roubos, uma média de 122 casos por mês. Para o secretário municipal de Segurança, Mário Ikeda, a repercussão da recuperação dos veículos é imediata. "O cercamento eletrônico tem uma importância muito maior do que somente a recuperação de veículos e a prisão dos autores como, por exemplo, a redução do furto e do roubo de veículo", explica.

Conforme Ikeda, Porto Alegre chegou a registrar média de 25 roubos de automóveis diários. E atualmente são cinco casos, em média, por dia. "O cercamento tem um resultado que a gente acaba não sentindo, mas Porto Alegre deixou de ser a capital que se salientava entre as capitais do país como de maior incidência de roubo. Hoje nós temos uma redução significativa", reforça, destacando a integração entre município, Estado e União.

As 365 câmeras da prefeitura, cujas imagens são compartilhadas com outros órgãos de segurança pública, foram compradas e instaladas com recursos do município, que é responsável pela manutenção do sistema. "Quem primeiro recebe o dado após a checagem automática do sistema é a Secretaria da Segurança Pública. Um policial militar recebe o aviso no computador e faz a última checagem", destaca. Ao confirmar os dados, ele encaminha as informações instantaneamente para todos órgãos policiais.

Trinta e seis milhões de placas monitoradas por mês 

Por mês, o sistema de monitoramento eletrônico consegue checar até 36 milhões de placas em Porto Alegre. "Um mesmo veículo circulando na cidade é checado várias vezes ao dia conforme ele vai sendo monitorado. A câmera bate uma foto da placa, consulta imediatamente o sistema de bancos de dados furtados e roubados. Se não está furtado ou roubado, não gera nenhum alerta. Se coincidiu como roubado ou furtado, a Secretaria da Segurança do Estado recebe essa informação", ressalta.

Com as informações sobre a localização e fotos do veículo roubado ou furtado, as viaturas da Brigada Militar recebem a ocorrência. "A viatura mais próxima pode fazer a abordagem. Então isso tudo é feito instantaneamente", afirma. Além da BM, o sistema reúne Polícia Civil, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Diretor-presidente da EPTC, Paulo Ramires afirma que as câmeras mantidas pela EPTC estão integradas a outros órgãos de segurança. "Todos os equipamentos de controle de velocidade estão equipados com leitor automático de placas e interligados no cercamento eletrônico. Então todos os controladores eletrônicos de velocidade também tem essa função", explica.

Conforme Ramires, inicialmente, os equipamentos que compunham o cercamento eletrônico eram os controladores eletrônicos de velocidade da EPTC. Além das câmeras de cercamento eletrônico, Ramires ressalta o sistema de videomonitoramento da EPTC, que funciona desde 2008 e auxilia na coleta de informações sobre o trânsito em diversas vias da Capital. "Se não existisse o videomonitoramento, a gente dependeria muito das informações dos agentes e da própria população para comunicar a EPTC de algum problema na circulação da cidade", frisa. A ferramenta permite que agentes façam o acompanhamento do trânsito a distância, 24 horas por dia, sete dias por semana.

O videomonitoramento favorece ainda a identificação de problemas e permite dar uma resposta mais rápida para a resolução de problemas no trânsito, como em dias de chuva, que muitas vezes exige ajustes nos tempos semafóricos. "Quando a gente identifica qualquer modificação, seja por uma obra, por um acidente, por uma manifestação, por exemplo, a gente consegue fazer modificação nos semáforos de forma a reduzir o impacto desta intercorrência para as pessoas que estão passando pelo local", observa.

De acordo com Ramires, a integração entre os agentes da segurança ajuda a elucidar crimes. "A gente não tem acesso só às câmeras da EPTC, temos convênio firmado tanto com a Secretaria Municipal de Segurança quanto com a Secretaria da Segurança Pública. A gente troca a imagem, a gente tem acesso às imagens das câmeras que eles mantêm e eles têm acesso às nossas câmeras. Então isso multiplica a nossa capacidade de monitoramento", sustenta.

Com base nas informações apuradas no Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic), a assessoria de imprensa da EPTC alimenta as redes sociais da instituição com informações atualizadas sobre as condições do trânsito na cidade. As imagens captadas pelo videomonitoramento também servem para esclarecer acidentes de trânsito. "As pessoas que se envolverem em acidente de trânsito podem solicitar a reserva das imagens para EPTC, se eventualmente a gente tiver a imagem do local", completa.







O DiárioRS não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse, as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.