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Notícias / Saúde

Mortes por dengue chegam a 27 no Rio Grande do Sul

Igrejinha é o município gaúcho com mais óbitos pela doença este ano, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde

Data de publicação: 13 de maio de 2022
Hora: 10:26h
Fotos: Guilherme Almeida
Fonte: Correio do Povo



O número de mortes por dengue no Rio Grande do Sul subiu para 27, de acordo com dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na plataforma de monitoramento de arboviroses. Segundo a SES, em 2022, foram confirmados no RS 22,7 mil casos da doença. Destes, 18.861 são autóctones (contaminações adquiridas dentro do território gaúcho). 

Nos cinco primeiros meses de 2022, já há mais do que o dobro de mortes por dengue do que todo 2021 no Estado, quando 11 óbitos foram registrados. Na comparação com 2020, de janeiro a dezembro, a diferença é ainda maior, pois ano retrasado teve seis mortos pela doença no RS, conforme a plataforma da SES. 

Igrejinha é o município com mais vítimas fatais pela dengue este ano, com quatro óbitos registrados. Em seguida, estão Horizontina e Novo Hamburgo, com três mortes cada. Em Porto Alegre, uma pessoa morreu pela doença. A maior parte das pessoas que morreram tinha 70 anos ou mais (20). Outras sete que não resistiram estavam com idade entre 10 e 59 anos. 

Uma nova variante da dengue, até então inédita, foi detectada no Brasil. Trata-se do chamado “genótipo cosmopolita” do sorotipo 2 (DENV-2), um dos quatro já em circulação no país, e o mais disseminado no mundo. Um caso foi confirmado no último mês de fevereiro em um paciente de 57 anos da cidade de Aparecida de Goiânia (GO), e, embora não tenha chegado ao RS, conforme a SES, tem potencial para colocar o Estado em alerta.

Aedes aegypti

O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é de cor escura e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. O mosquito costuma ter sua circulação intensificada no verão, em virtude da combinação da temperatura mais quente e chuvas. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do mosquito.

Os depósitos preferenciais para os ovos são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d'água ou outros reservatórios mal tampados, entre outros. 







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