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Associações e moradores fazem pressão por obras de duplicação na BR 290

Associações e moradores fazem pressão por obras de duplicação na BR 290

Data de publicação: 17 de janeiro de 2019
Hora: 11:20h



 


Até o momento, pouco mais de 10% do trabalho foi feito e obra está paralisada por falta de recursos


A demora nas obras de duplicação da BR 290, entre Eldorado do Sul e Pantano Grande, tem gerado diversos transtornos aos municípios da Região Carbonífera. Sem as melhorias, os moradores e motoristas enfrentam problemas, como os riscos de acidente de trânsito e dificuldades na atração de investimentos. Iniciada no final de 2014, a duplicação de 115,7 quilômetros de extensão, divididos em quatro lotes, não tem prazo para término, por depender, principalmente, de recursos federais.


Representantes dos prefeitos da região organizam mobilização para pedir apoio do governo federal à obra. Somando o percentual de execução dos quatro lotes, conclui-se que, até o momento, pouco mais de 10% do empreendimento está finalizado. O valor estimado atualmente para término é de aproximadamente R$ 692 milhões. A questão foi levada pela Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) ao presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Antonio Cettolin, que pretende dar encaminhamento ao tema em Brasília, na próxima semana. A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Asmurc) também se unirá aos apelos e encaminhará a questão à Famurs nos próximos dias.


“Entregamos um documento solicitando apoio à duplicação da BR 290 e da BR 287, também, em função do grande número de acidentes – foram 20 em 2018. Agora vamos aguardar a manifestação do governo federal, se vai se posicionar e como vai fazer, se existe alguma previsão para retomar ou dar um andamento mais rápido a essas obras”, explicou o presidente da Amvarp, Carlos Gustavo Schuch. O presidente da Asmurc, Helton Holz Barreto, também enfatizou que a pauta está entre as principais demandas da entidade.


Schuch ressaltou a importância da duplicação da BR 290. “Não existe desenvolvimento regional se não tiver, principalmente, um acesso de qualidade e na 290, temos um fluxo muito grande de veículos e caminhões, o que acaba muitas vezes congestionando e trazendo maiores problemas”, afirmou. Segundo ele, o fato de ser uma rodovia com tráfego intenso e pista simples, também leva riscos aos condutores. “Além do desenvolvimento econômico, temos a questão da segurança dos usuários”, reiterou.


Apesar de informar que todos sabem da difícil situação econômica do Brasil, Schuch enfatizou que há uma grande esperança em cima do novo governo, mesmo com a declaração de cortes de gastos. “Esperamos que ele (o presidente Bolsonaro) dê uma atenção maior às rodovias”, declarou.


Com relação à concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), Schuch ressaltou que a esperança é de que as obras que sejam realizadas em outros trechos tenham um ritmo adequado. “Muitas vezes o setor público é muito travado, no momento em que o setor privado assume, esperamos que seja bem mais rápido do que vem sendo feito”, disse.


Para toda a extensão da obra, o orçamento atualizado está em R$ 802 milhões. O recurso é destinado para a construção, desapropriações, administração e responsabilidade ambiental. A duplicação da BR 290 começou oficialmente em outubro de 2014, com a assinatura da ordem de início da obra. Os trabalhos começaram no município de Butiá. Na época, a previsão era de que, até o final de 2017, o trecho já contasse com a segunda faixa, o que não ocorreu. Os prazos têm sido constantemente atualizados e prolongados.



 


Trabalhos se resumem aos acessos


Atualmente os trabalhos estão sendo realizados somente no acesso ao município de Charqueadas, na altura do km 130, onde ficavam as antigas rotatórias, no entroncamento com a RS 401. No local, está em execução um viaduto e a duplicação. Também está sendo executado um viaduto no acesso a Pantano Grande, no km 214. No restante do trecho, não há sinal de movimentação, apesar de serem observadas diversas placas que indicam “obras na pista”, sem que os trabalhos estejam ocorrendo, por exemplo entre os municípios de Minas do Leão e Rio Pardo (kms 200 e 204).


Apesar de a via estar em boas condições, de modo geral, passam muitos caminhões pelo trecho, além de ser um dos principais caminhos de ligação entre o Rio Grande do Sul e os países fronteiriços como Uruguai e Argentina. Em alguns pontos da rodovia, o asfalto também deixa a desejar, com muitos desníveis por conta, justamente, do grande fluxo de veículos pesados como caminhões de indústrias e ônibus de viagem. Por conta dos desníveis, em dias chuvosos, é impossível visualizar buracos na via e, dependendo da intensidade da chuva, há grande risco de aquaplanagem.


Chegando ao município de Butiá, nas proximidades do km 172, há um cartaz com os dizeres “BR 290: duplicação já”, ao lado da placa onde constam informações sobre os trabalhos. Além disso, trafegando pelo trecho, foi possível observar que inclusive caminhoneiros colocaram adesivos na traseira dos veículos solicitando que a duplicação da rodovia seja agilizada.


Ao longo do trecho é possível observar curiosos pedaços de viadutos finalizados, que ligam, literalmente, o nada a lugar nenhum. Somente com o avanço das obras será possível entender o objetivo das estruturas. Os respectivos viadutos de acesso estão previstos no lote 02 do empreendimento. “Fizeram os viadutos sem qualquer preparação, pularam as etapas principais, que seria a desapropriação ou aterramento das áreas. Estamos nos mobilizando nesse sentido, é uma das bandeiras principais da nossa gestão”, declarou o presidente da Asmurc, Helton Holz Barreto.


Juntamente com as rodovias federais BR 116, na região Metropolitana, e BR 386, entre Tabaí e Lajeado, a BR 290 entre Eldorado do Sul e Pantano Grande é considerada, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), como um trecho crítico para acidentes graves. “Sem dúvida, a duplicação de qualquer rodovia reduz o risco de acidentes graves”, ressalta a PRF. O uso dos faróis baixos durante o dia também é um fator que colabora para a redução dos riscos, por tornar os veículos que trafegam no sentido contrário visíveis a uma maior distância. Além disso, a PRF destaca que, nestes trechos de pista simples, a velocidade e as ultrapassagens em local proibido são causas frequentes de acidentes graves.



Correio do Povo


 




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