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Estou chegando aos 25. Por Leomir Hendges


Data de publicação: 2 de julho de 2014
Coluna: Leomir Hendges
Colunista: Leomir Hendges



 


O falso entendimento sobre a imperfeição, afeta e muitas vezes acaba com vidas que buscam por algo inexistente. Quase cinco anos distantes dos meus vinte, dizem ser o início da fase adulta, onde as esferas do humano começam a estabilizar-se. Se estabilidade for equiparada com acomodação, espero que a maturidade da fase adulta não chegue com meus vinte e cinco.


Gosto de uma boa aventura, de não estar amarrado a nada, a não ser em princípios. O conhecimento é algo instigante e a busca por novas experiências tem me levado a diversos lugares, em contato com pessoas dos mais variados estilos e perfis. Não são poucas as informações lidas e ouvidas sobre o ser único que somos. Produção exclusiva, gerada através do amor de meu pai e minha mãe, você pode até encontrar alguém parecido, mas jamais igual a mim.


Um privilégio ser único? Pensando bem, não, é algo natural obrigatório para todos. Você não tem escolha, simplesmente nasce e vai construir sua personalidade através dos registros da sua memória. Não é compreensível, pelo menos pra mim, o fato de tantos quererem ser iguais, idealizarem uma celebridade e almejarem a mesma vida.


Completamente cegos, ofuscados, matamos um ser único para representar um ser inexistente. Deixamos de escrever uma história para encenar personagens que não estão no roteiro. Quão pouco sabemos sobre a vida e sobre nós mesmos. Só vive aquele que apossado do seu ser e escreve a sua própria história. Os demais, infelizmente a grande maioria, passa anos ensaiando, assistindo e tentando replicar em sua vida o que não foi escrito para elas viverem.


Consegue dimensionar a complexidade disso? Seja louco, diferente, faça aquilo que ame, bem ou não financeiramente, construa uma família ou desfrute sozinho, curse uma faculdade, tenha uma profissão, simplifique, complique, aventure-se ou acomode-se, enfim, faça aquilo que tiver que fazer desde que viva a sua própria vida. Não há modelos para seguir, você foi feito de forma única, fundamente-se nos princípios e no mais seja você, com a sua história, vivendo o seu propósito de existência.


O perfeito é muito relativo, e conquistá-lo é algo impossível quando há tantas controvérsias quanto ao que realmente seja a perfeição.



Por - Leomir Hendges


DiárioRS


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