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Uma estrada e uma árvore. Por Leomir Hendges


Data de publicação: 24 de fevereiro de 2014
Coluna: Leomir Hendges
Colunista: Leomir Hendges



 


As estrelas aqui não estão no céu somente à noite. Complementam a beleza de algumas árvores e dão um retoque no teto do quarto. A chuva não precisa de nuvens para cair do céu, aliás, não sei ao certo, mas tem vezes que ela parece não cair, simplesmente surge sobre as plantas, e sinto seu toque sobre minha pele. O sol está sempre acompanhado de um belo cenário, um imenso mar, uma estrada e uma árvore, um belo campo com animais, ah sim, tem os pássaros, geralmente dois, que sobrevoam a linha do horizonte.


O caminho não leva a um destino específico, ele apenas continua, com suas curvas, subidas e descidas revelando as maravilhas de uma natureza intacta, esbelta. Os vagalumes são a esperança, a pequena luz no fim do túnel, que dançam sincronizados pelos ares ao som da música clássica sobressaindo o soar das cordas do violino. O tempo da colheita é o momento do encontro, das intermináveis horas construindo cabanas, casas sem teto para poder observar as estrelas e sonhar a vida daqui a 20 anos.


O frio que sobe pelos pés descalços sobre a terra alerta que as bergamotas, embora com predominância da cor verde na casca, já estão com os gomos formados e prontos para serem saboreados por quem não tolera mais esperar que estejam completamente maduras. Tardes de domingos são especiais, hora de estar com a família e tomar aquele mate doce, que também está presente nas tardes frias do inverno quando o pinhão ou a pipoca resolvem fazer companhia.


O perfume do jasmim gera aquele friozinho na barriga, ciclos sendo finalizados, momentos de confraternização das festas de final de ano chegando. O pincel está sempre acompanhado de belos traços em uma tela, e na falta dela, a parede serve como fundo para a imaginação. Jardins, imensos, floridos, todos em perfeita harmonia predominam sob as estruturas concretadas. Pessoas felizes, em comunhão uma com as outras, compartilhando sentimentos, superando juntos os desafios, celebrando as vitórias.


Em cada capítulo um novo lugar para conhecer, viajar e explorar, ali mesmo na cama, ou sentado no sofá, em outro mundo vivenciando experiências fantásticas através da leitura. Talvez esta não seja a realidade, mas é a forma como meus olhos viram, meus ouvidos ouviram e meu corpo sentiu as experiências que foram registradas na minha memória e são elas que traçam a realidade no meu pensamento. Correta ou não, ninguém pode julgar, pois cada um possui sua forma de ver, ouvir e sentir e isso determina a realidade que será registrada dentro de nós e que conduzirá nossa forma de viver.


Tenha novas experiências, loucas o suficiente para modificarem a forma triste de ler o mundo. Coloque mais alegria na tristeza que há nos registros do seu passado. Não há como mudar o que vivemos até agora, mas podemos reeditar a história através das decisões e vivências que teremos daqui para frente. Se a laranja for rosa e o quadrado redondo, mas isso traz paz e felicidade para você, não dê ouvidos para as vozes que buscam contestar sua interpretação, a forma correta não existe, depende muito dos olhos de quem vê. Veja, interprete e registre do jeito que te faça feliz! A realidade é apenas uma interpretação!




Por - Leomir Hendges


DiárioRS


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