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Faça algo diferente, saia da ilha, mergulhe no mar. Por Leomir Hendges


Data de publicação: 13 de dezembro de 2013
Coluna: Leomir Hendges
Colunista: Leomir Hendges



 


Bonecos estáticos. Muitos deles fantoches, marionetes manipuladas. Outros funcionando apenas no automático. Se já estamos agora neste ponto, me questiono aonde vamos parar se continuamos seguindo a mesma direção? Quando ouço e vejo absurdos envolvendo a convivência social, penso que nada pior poderá acontecer, aí, os fatos surpreendem, não sei bem se os fatos ou as pessoas, e arrancam da cartola da vida aquilo que de forma alguma imaginava.


Não sei se a definição seria indiferença ou individualismo, olhando bem de perto ambas se confundem. Mas, para efeito do que vou tratar na coluna de hoje, qualquer uma das terminações servirá.


Quando escrevo, o objetivo não é criticar ou julgar o leitor, nem mesmo as demais pessoas. É uma forma que encontrei para externar o que está dentro de mim, dar forma para sentimentos abstratos, dúvidas e indagações. Escrevo para me conhecer e através disso buscar melhorar, encontrar a minha essência e viver de forma plena tudo aquilo que Deus tem pra mim. Se de alguma forma essa necessidade pessoal de expressão contribuir para outras pessoas, neste processo de busca constante e interminável, muito alegra meu coração, nem tanto por ter auxiliado, mas por saber que mais pessoas encontraram seu eu em Deus.


Até posso ler alguns pensamentos me tachando de religioso e através disso gerando seus pré conceitos. Não julgo, muito menos culpo quem assim pensar, geralmente agimos desta forma quando não conhecemos realmente a quem julgamos. Também já fiz e às vezes ainda faço isso, antes de buscar compreender e conhecer, analiso, gero meus pré conceitos e deixo a pessoa dentro da minha caixinha da observação. Acabo perdendo a oportunidade de conhecer a essência maravilhosa que toda pessoa tem, mesmo que esteja perdida em meio a amarguras, decepções e dúvidas.



O que eu penso. O que eu acho. A minha forma de ver. O meu problema é maior. Eu preciso de atenção. Eu mereço. Eu posso. Eu quero. Eu, eu, eu... Os outros eu só julgo, critico e quando encontro alguém caído, cavo com minha língua uma cova e enterro-o com meus pensamentos. Estender a mão requer deixar o eu de lado. Compreender significa abandonar minha ilha e navegar pelos mares, onde todos sem chão necessitam do apoio do outro para sobreviver.


Doce ilusão a liberdade que achamos ter, sendo independentes do outro. Marionetes manipuladas por um eu que não é exatamente eu. Seres automáticos que perderam a sensibilidade, escondem sentimentos e constroem sozinhos sua própria destruição. Não sou perfeito, então por que esperar dos outros algo que não estamos capacitados a dar e ser? Amor próprio só existe quando há amor ao próximo e isso só será possível quando verdadeiramente, de forma real, você estiver ligado a Deus. Compreender, se é que seja possível, o amor que Ele tem por nós, mas este é um assunto para outra coluna.


Você está desafiado, já deu para perceber que gosto de fazer isso, a fazer algo diferente agora. Deseja tanto a novidade, então, seja agente dela. A primeira pessoa que você encontrar, após finalizar a leitura deste parágrafo, vá até ela e dê um abraço. Não fale nada, apenas abrace, profundamente, sem medo, sem dar atenção aos pensamentos do que os outros pensarão. Faça algo diferente, saia da ilha, mergulhe no mar. Abrace quem estiver aí com você. A cumplicidade, a amizade, quando iniciada com um abraço quebra barreiras que só palavras não conseguem ultrapassar.


Você conhece a matemática do abraço? Especialistas da área da psicologia consideram serem necessários quatro abraços diários para sobrevivermos, sendo que oito abraços precisamos todos os dias para viver tranquilo e para nosso crescimento são necessários doze abraços no período de 24 horas. Você começa com um, depois é só prosseguir.


Por - Leomir Hendges


DiárioRS


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