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E os ponteiros do relógio não param. Por Leomir Hendges


Data de publicação: 23 de novembro de 2013
Coluna: Leomir Hendges
Colunista: Leomir Hendges





O tempo não mudou. Às 24 horas oferecidas de forma justa e igualitária a todo o ser que respira, continuam sendo as mesmas 24 horas, com todos os minutos e segundos de sempre. Os ponteiros do relógio, que na era digital já deixou de ter ponteiros, executam seus passos na mesma velocidade. Mesmo assim, é comum ouvirmos que os dias estão mais curtos. O tempo encolheu e seria necessário um dia de 48 horas para fazer todas as tarefas.


A era da comunicação, do entretenimento, do ambiente virtual também tem contribuído para o desenvolvimento da era da ansiedade. Não há tempo para esperar, e mesmo sem esperar, estamos sem tempo para dar conta de todas as atividades que buscamos desenvolver. Então, como fazer para os ponteiros do relógio parar?


Voltamos ao tempo onde cartas levavam meses para chegar ao seu destino. Pra época em que o telefone não era carregado em bolsos e o meio de transporte era medido por trotes e não km de velocidade. Naquele tempo em que globalização vinha após a palavra sociedade. Quando pais conviviam com filhos, crianças brincavam nas ruas e as famílias se conheciam.


Hoje trancados em nossos quartos e salas, estamos cheios de amigos virtuais e sequer conhecemos o vizinho que mora ao lado. Não temos tempo disponível para os momentos em família. Não podemos perder um capítulo da novela, não há reprise, assim como os ponteiros não voltam, e cada minuto que perdemos conectados ao espaço interativo e virtual são os anos que perdemos de convívio e crescimento gerados pelo relacionamento com o próximo.


Não abomino o uso das tecnologias, são essenciais e facilitam nosso cotidiano, apenas alerto para o fato de não substituírem aquilo que é único e prioridade em nossa vida. A velocidade dos ponteiros continua a mesma, e aquilo que fazemos com nosso tempo é o que fazemos com nossa vida. Nosso maior tesouro é nosso tempo, a vida é a soma dos minutos que nos é permitido desfrutar nesse universo. Quando der conta disso, talvez suas escolhas mudem.


A escolha do que fazer com as 24 horas é só sua. Não adianta reclamar do sistema capitalista, do emprego, do estudo, das dívidas. A escolha foi sua, você não poderá aumentar nem diminuir seus dias, mas poderá controlar e escolher aquilo que fará com eles. O tempo é algo que você não recupera, faça diferente aquilo que precisa ser feito.


Não adianta esperar o relógio parar, não pense que será diferente amanhã, se você não escolher e fizer com que as coisas sejam diferentes. A vida passa, os ponteiros do relógio prosseguem suas batidas e você está perdendo seu tempo com aquilo que não interessa. São tantas as possibilidades, tamanha a diversidade do que podemos fazer, e se não há tempo suficiente repense suas escolhas. Para todo propósito há tempo, se não estiver vivendo dentro do seu propósito, o relógio será seu inimigo.


É inevitável que o tempo passe, que ocorram perdas. O crescimento depende disso. Mas não perca seu propósito buscando viver a vida de outros e enclausurado na sua ilha de egoísmo. As tecnologias mudam e são substituídas. As pessoas e os relacionamentos permanecem, são insubstituíveis, únicos e essenciais, assim como você. Não priorize a televisão, as redes sociais quando você tem uma família e amigos ao seu lado querendo sua presença. Ainda há tempo, o suficiente para mudar suas escolhas e viver de forma plena. É você quem escolhe!



Por - Leomir Hendges


DiárioRS


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