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Vida além da Vida. Arenas... Nilton Moreira


Data de publicação: 3 de agosto de 2018
Coluna: Nilton Moreira
Colunista: Nilton Moreira



 


Olhar na televisão um jogo de futebol é muito bom para os amantes desse esporte, mas não se compara ao clima que se forma quando estamos em um estádio de futebol, hoje chamado de arena. Diga-se de passagem, que arenas existiram antes de estádios, pois que há muitos anos grandes espetáculos aconteciam nas arenas, à maioria sangrenta.


Mas as arenas de hoje não se comparam as da época do Mestre Jesus, pois quem vai para o estádio quer ver espetáculo alegre, apesar de em muitos jogos, no entorno formam-se aglomerações que entram em confronto, geralmente com feridos e até com vítimas fatais.


Infelizmente muitas pessoas ainda levam ao extremo as disputas e deixam o fanatismo aflorar, dai, dando vasão à raiva que acaba por ensejar violência extrema. É assim nos jogos, eleições e religiões.


Mas como terminar com essas gangs que acabam se confrontando?


Acreditamos que o exemplo começa no campo, dentro dos estádios. Ali se juntam torcidas de ambas as agremiações e que mesmo antes do jogo iniciam um embate de cantos de guerra, com gritos, sons, numa demonstração de força.


Começada a partida, os ânimos se exaltam, permanecendo todo o tempo do jogo, isto nas arquibancadas, cujo comportamento é fomentado pela ingestão de bebidas alcóolicas, nos locais que são permitidos. O Juiz quando toma atitude que desagrada à torcida, é vaiado e a ele é dedicado frases ofensivas em coro.


Mas a euforia de confrontos não se resume as plateias, elas ficam explícitas nos técnicos dos respectivos clubes, uns mais irritados que outros, com alguns perdendo o controle jogando copos, garrafinhas e chutando objetos em tom de raiva, além de afrontarem os árbitros responsáveis pelo evento.


Os jogadores, na sua maioria, vão na mesma linha. Passam os limites dos confrontos, expondo poder de força de acordo com a capacidade física que cada um dispõe. Aplicam chutes, cotoveladas, tapas, empurrões, socos, rasteiras e até mordidas como já aconteceu com um famoso jogador. Batem boca com o juiz do evento, apontando dedo, gritando e dizendo palavrões, gesticulando com a torcida, insuflando esta contra a equipe de arbitragem. Chutam a bola raivosamente e as vezes manifestam racismo.


 



 


Nilton Moreira 


 



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