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A importância da boa gestão tributária nas empresas - Fernanda Cristina de Faveri


Data de publicação: 28 de maio de 2018
Coluna: Fornari Advogados Associados
Colunista: Fornari Advogados Associados



 


Os administradores e empresários bem sabem a importância do enxugamento da estrutura organizacional, da contenção de despesas e da adoção de boas técnicas administrativas, especialmente em tempos de crise, para poder dar continuidade às atividades e ainda visualizar a possibilidade de crescimento.


Mas, ao meio a um modelo tributário complexo e pesado, isso não tem se mostrado suficiente para garantir que a empresa possa crescer em momentos de crise financeira.


Existem dezenas de tributos no Brasil, entre taxas, impostos e contribuições, em âmbito federal, estadual e municipal, que oneram demais a atividade empresarial, e podem levar para o ralo a margem de lucro do empresário, até mesmo inviabilizando por completo a atividade.


É, nesse patamar, que a gestão tributária, conhecida também como planejamento tributário, ganha importância para reduzir custos, ganhar competitividade no mercado, e criar as condições necessárias para expansão do negócio.


Uma boa gestão tributária garante menos dispêndio de recursos com tributos, que podem ser alocados em investimentos para o crescimento da empresa. E não se trata de deixar de pagar tributos de forma ilegal, pelo contrário. A gestão adequada garante economia e sossego perante o fisco, pois se utiliza de escolhas feitas dentro dos limites das normas tributárias.


O planejamento tributário deve ser feito com observância da realidade financeira e local de cada empresa, pois seguir um modelo que deu certo para uma empresa de médio ou grande porte, fatalmente não dará certo para uma pequena empresa.


A relação custo/benefício deve ser bem avaliada. Isso porque não existe mágica em gestão tributária, o que há são alternativas legais. Por isso, o enquadramento da empresa no regime tributário adequado exige simulações em cada modalidade, pois, se houver erro, o empresário será obrigado a pagar tributos desnecessários.


Imaginemos um microempresário que, por desconhecimento, não opte pelo regime do Supersimples e apure seus tributos na modalidade “Lucro Real”. Terá gastos excessivos, que poderiam ser evitados.


 



 


Fernanda Cristina de Faveri


 



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