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Nutrição – Enxaqueca: Uma questão alimentar. Por Kelly Angélica Wagner


Data de publicação: 26 de abril de 2013
Coluna: Kelly Angélica Wagner
Colunista: Kelly Angélica Wagner



A enxaqueca é caracterizada por uma forte dor de cabeça recorrente que dura em média de 4 a 72 horas. Essa dor pode ser sentida em toda a cabeça ou localizada em algumas áreas específicas, geralmente vem acompanhada de tonturas e visão embaçada, além de fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos. Evidências apontam que se trata de uma doença neurológica originária no sistema nervoso central, podendo ser uma doença genética. A incidência de enxaqueca é maior em mulheres do que em homens.


As primeiras crises podem ser desencadeadas por alterações no padrão de sono (dormir demais ou dormir muito pouco), por períodos de muito estresse, ansiedade, preocupação, choque, depressão. Pode ser causada também por fatores hormonais como a menstruação, menopausa, uso de anticoncepcionais, exposição a luzes, uso de algumas substâncias químicas e medicamentos, entre outros inúmeros fatores.


Estudos apontam que em média 20% das enxaquecas são causadas por sensibilidade a alimentos. Um alimento pode ser considerado desencadeante da enxaqueca quando o início da mesma ocorre 6 horas após a sua ingestão e quando esses episódios tornam-se repetidos. Observa-se também melhora dos sintomas após a retirada do alimento.


Os principais alimentos citados como desencadeantes das crises de enxaqueca são: chocolate, queijos duros, amendoim, vinho tinto, cerveja, frutas cítricas, embutidos (como presunto, salame e linguiça), carne de porco, conservas, sorvete, nozes, chá mate, café, refrigerantes de cola, alguns condimentos, corantes industrializados e também o aspartame (substância presente em adoçantes e alimentos dietéticos).


É necessário identificar as substâncias e alimentos causadores da enxaqueca e excluí-los da alimentação por um determinado tempo, reintroduzindo-os gradativamente.


Há também os alimentos que auxiliam no controle da enxaqueca, como o azeite de oliva, sardinha, salmão, banana, castanha de caju, erva-cidreira, maracujá, feijão, orégano, cravo, canela, gengibre, cereais como aveia e granola, arroz integral, pães integrais, além de carnes magras, peixes, iogurte e vegetais verdes.


Tão importante quanto evitar o alimento errado, é não deixar de alimentar-se. A pessoa que sofre com enxaqueca deve evitar longos períodos em jejum, o indicado é nunca ficar mais de quatro horas sem alimentar-se, pois, pular refeições faz com que baixem os níveis de glicose (hipoglicemia), provocando a dor. Além disso, beber bastante água também ajuda a amenizar ascrises.


Quando a pessoa suspeita que a enxaqueca seja causada por vários alimentos e não consegue distingui-los é aconselhável que procure um nutricionista para auxiliá-la na identificação e retirada desses alimentos, prevenindo assim um desequilíbrio alimentar.


Por - Kelly Angélica Wagner





Acadêmica do curso de Nutrição

UFSM - CESNORS Palmeira das Missões.

 DiárioRS






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