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O massacre aos servidores públicos – Adriano Kaufmann

 

28 de outubro. Dia do Servidor público.

Cada ano que passa os servidores públicos tem menos motivos para comemorarem a sua data. O que se vê atualmente Brasil afora é um massacre a esse grupo considerável de pessoas que se dedicam a atender a sociedade junto aos órgãos e entidades públicas.

São muitos direitos básicos que estão sucumbindo frente a problemas que não foram gerados por eles. Hoje, temos funcionários públicos com salários atrasados, recebendo parcelados e outros nem recebendo. Todos vitimados por gerações de má gestão de alguns governantes, que tem mais preocupações próprias do que com a coletividade. Exemplo claro disso é o Estado do Rio de Janeiro, onde os servidores enfrentam situações de necessidade para viver enquanto seus principais nomes políticos se esbaldam em luxuosos bens e aos poucos vão enchendo as penitenciárias cariocas.

No Rio Grande do Sul, o que nós vimos são salários atrasados dos servidores estaduais e muitas manifestações em busca dos seus direitos, em virtude da famosa “crise” que parece interminável. Além disso vemos que, tanto na esfera estadual como federal, existentes propostas que buscam congelar os salários dos servidores. É um absurdo, até porque a inflação não congela! O que não podemos admitir é que culpem os servidores públicos pelos problemas dos Municípios, dos Estados e do Brasil.

No atual cenário, quando uma pessoa vai fazer um concurso público ela já deve estar preparada para ser um “candidato a manifestante”, pois a situação vem piorando ano após ano.

Pesquisas apontam que os salários dos servidores públicos, em média são superiores aos da iniciativa privada. Friso aqui que os servidores não têm o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como a maioria dos trabalhadores da iniciativa privada, ou seja, recebem o salário e só. O único benefício que o servidor público ainda tem é a estabilidade, a qual também já está ameaçada pelo Projeto de Lei n° 116/2017. É um projeto que preocupa os servidores, principalmente no que tange a avaliação que se propõe sobre a eficiência do servidor. Na teoria o projeto é um grande feito, pela visão da sociedade em geral. Para entender melhor o tema, o projeto prevê que o servidor, mesmo após adquirir a estabilidade, continue sendo avaliado anualmente por uma comissão. Seria perfeito, né? Porém, os órgãos públicos possuem muita influência política e a forma como essa comissão avaliará os servidores deixa-os preocupados. Será que serei avaliado pelo meu desempenho ou pela minha preferência política? O que percebemos aqui é uma possibilidade de injustiças.

Outra queixa dos servidores públicos é a questão do tratamento que pequena parcela da população tem sobre eles, ou seja, o mau tratamento. Muitas vezes a pessoa não teve um bom dia e vai e desconta no primeiro que vê na frente, e as vezes esse “primeiro” é um servidor público. Xingam, desacatam, humilham... Em outras oportunidades as pessoas já vão preparadas para maltratar o servidor só por que tem diferenças ideológicas. Nós vimos muito disso, principalmente na esfera municipal. Ressalvo casos em que o maltrato é reciproco. Aí não tem desculpa. É uma pena, mas, infelizmente, faz parte da nossa sociedade.

Após demonstrar alguns sentimentos que fazem parte da vida dos servidores públicos, resta-me parabenizar a todos eles pelo seu dia. É uma vida árdua, de pouco reconhecimento, mas que é gratificante, pois através do nosso trabalho estamos contribuindo para uma sociedade um pouco melhor. 

 

servidor publico

 

Adriano Kaufmann

 

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